quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O intercâmbio do TERROR


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"Prezado cliente e amigo.

Em prol de alavancar a estima e a produtividade dos monstros folclóricos ao redor do mundo; para globalizar o Dia das Bruxas; para quebrar as barreiras estúpidas que os ufanistas impõem, venho por meio desta carta apresentar o programa de intercâmbio maligno e vilanesco: Conexões Infernais.

Nossa empreita dedica-se a arbitrar todo o trajeto da viagem de um monstro para que ele possa sair de seu lugar de origem e assombrar, matar, surrar, comer, amaldiçoar, enfeitiçar, queimar, defenestrar, corromper, admoestar, etc, muitos seres humanos em outras paragens que não as suas.

Oferecemos passagens de primeira classe no meio de transporte que desejar: avião, trem, ônibus, carro, cavalo, carroça, caixão, formol, roadie de banda, moto, jumento, pé de vento, tsunami, etc. (Preços especiais para viagem através de possessão)

Somente a Conexões Infernais oferece hospedagem com o melhor custo beneficio que se pode ter, além dos hotéis padrões, há a possibilidade de estadia em grutas, ocas, cavernas, terreiros, cemitérios, prefeituras, calabouços, castelos, presídios, Projac, igrejas, livrarias, acampamentos indígenas, etc.

E tem mais...

Pensando em dar um incentivo especial, criamos, em conjunto com a Associação das Bruxas Listradas, mais esta opção no pacote de viagem: Comida Personalizada.

Seja qual for a dieta horripilante que você prefira, esta será feita e condicionada em marmitas padrão. Dentre uma vasta lista, temos de principal: sangue fresco, sangue coagulado, pedaços diversos de humanos fritos e empanados, folhas, raízes, macumbas, merdas texturizadas, virgens, recém nascidos, políticos, unicórnios, ratos, insetos, arroz podre, feijão podre, bife podre, batata frita podre, bacon, etc.

Destinos de matar!

A idéia principal é a interação com culturas diferentes. Com o prévio agendamento, poderá consultar um de nossos guias, para conhecer as vantagens e surpresas de trocar de lugar com outra aberração. Sim, isso mesmo, trocar!

Poderá, por exemplo, conhecer a Romênia e se hospedar no castelo do Conde Drácula, enquanto o próprio Conde Drácula visita o seu país, dorme na sua casa e suga os seus vizinhos.

Trocar uma perna e um braço na maca de Frankenstein. Ou, se não puder ir longe por conta de deformidades, aprofundar-se em terras familiares, caçando índios na Amazônia do Curupira, assombrando os pampas na terra do Boitatá, quem sabe uma descida ao próprio inferno* (*Preços $ Especiais) e muitos outros destinos amaldiçoados".

Não perca tempo, conjure um demônio agora mesmo e peça uma avaliação!

Conexões Infernais -  Onde quiser, pra praticar todo o mal que puder!


Atenciosamente.

Diabo ۞
ζ |||々°

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Compensatória ambiental




Um madeireiro inescrupuloso foi demitido e saiu da floresta. Morando na cidade, desempregado, resolveu aproveitar o tempo cultivando tomates cereja em caixotes de madeira. Foi à marcenaria comprar material.

"Gostaria de um caixote de madeira compensada"

O marceneiro, que trabalhava apenas com madeira ecológica, reconheceu o sujeito.

"Então quer madeira compensada? Sabe que é de reflorestamento?"

"Sim, oras, tanto faz. Quero um caixote de madeira compensada".

O marceneiro então foi ao estoque e voltou com um caixote pesado, bem acabado, e com um carimbo de procedência na lateral.

"Olhe só! Um belo caixote, mas agora a madeira dele ainda será compensada!"

O madeireiro inescrupuloso abriu um meio sorriso e ergue ambas as mãos em sinal de quem não havia entendido.

"Hey, não queira me enrolar. A madeira já foi compensada, amolecida em vapor, posta num torno, seca, colada e aquecida. Conheço o procedimento."

O marceneiro fechou o semblante.

"Sim e não. Há outra compensação para se tornar um caixote de madeira compensada!"

"Então me mostre!"

Ele ergueu o caixote e o desceu com força na cabeça do madeireiro inescrupuloso. Dos pedaços que sobraram em sua mão passou a bater com violência nas costas do outro. E surrava a carne com veemência até o madeireiro cair no chão. Largou o toco no chão e limpou as mãos, esfregando uma contra a outra.

(╯°□°)╯︵ ┻━┻ ლ(ಠ益ಠლ)

"Eis aí uma madeira verdadeiramente compensada por todos os anos de contrabando de toras na floresta".

O madeireiro se levantou e saiu correndo. Foi até uma praça, mastigou uma porção de tomates cereja e assim enterrou sua cabeça na terra. Após seis meses, virou um enorme pé de tomate cereja. Visitado por turistas e aprovado com um selinho ecológico.

sábado, 27 de outubro de 2012

Circular de Ernest Sling Short

Ministério de Relações Digitais comunica:

A internet recebe um novo sistema de endereços virtuais. Agora é aceita a utilização de Ç (cedilha) na barra.

Altera-se o inciso II do artigo 669º do Regimento Público de Dominios dentro da WEB. Efetivando pelo proposto a disposição imediata de recursos criptográficos dentro dos programas compativeis, de modo a legalizar e por em beneficio imediato, a

partir da data que segue este memorando, a colocação e eficiência da colocação da letra pertencente ao alfabeto nacional nomeada como C (ce) adjunta ao traço caracteristico nomeado como cedilha (ç/Ç), para exponencial abrangência da variedade comunicativa de nosso país.

Salvaguardados os direitos de livre expressão da linguagem, no uso da competência que lhe é conferida, o regimento acima citado passa a vigorar neste momento de sua publicação.


Atenciosamente, Ministro Lotar Amarante Osmar

Lo*%)ar*Os(#&ar
Outubro de 2012

  Corregedoria do Facebook - Ernest Sling Short 2010/2012 ©

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Chopin Claude Van Damme

PIANÍSSIMOS apresenta:

Chopin Claude Van Damme - Issumemo Nocturno Double Kick


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╰(゜Д゜)╯ ÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ

péin péin pin pin pin pin póin

RESPIR - Pelo direito de viver sem ar.



Grupo de ativistas luta pelo direito de respirar outra coisa que não o ar.


George Caldwellin, fundador da ONG RESPIR, afirma que há quatro anos reúne adeptos para tornar visível sua causa. O grupo, que conta com mais de cinquenta integrantes, procura patrocínio para pesquisas científicas que busquem alternativas para a sobrevivência sem o oxigênio.

" Chega! Nós estamos cansados de respirar O2. Simplesmente não gostamos disso. É como não gostar de giló. Não importa se é ar 100% puro, ou ar poluído, com ou sem cheiro, não importa. A ditadura do oxigênio é um grande atraso para evolução humana. " Eliane Claus - Médica de 34 anos.

O grupo anti-oxigenio se chama RESPIR em alusão ao ato de respirar, no entanto, sem "ar".

"Já temos divisões no grupo. A parte mais tradicional tem por ideal apenas a substituição do combustível humano, por exemplo, ao invés de oxigênio, respirarmos enxofre ou talvez hélio. A outra parte, mais radical, não quer mais manter o pulmão ativo, buscando meios de viver sem esta função." George Caldwellin - Dançarino - 44 anos.

O grupo RESPIR  já tem uma caminhada em protesto marcada para o inicio de Novembro em frente ao Palácio das Bandeiras em Brasília.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Criptofuturismo

Se em 2.135, óbviamente, nenhum de nós estará vivo. A cultura que conhecemos estará? Em 2.135 jovens terão por esporte a caça da nossa cultura.

Pequeno trecho de uma anomalia interpretativa dos achados do século XXI em 2.135

Universitários estarão ainda em busca de novas drogas recreativas, buscarão principalmente o resgate de novas velhas drogas do nosso agora. Um pequeno grupo resgatará tutorial obscuro sobre lâmpadas halógenas. Um PDF truncado de dificil descompactação, eletronicamente rasurado por nano-celulas de internet viva deixara apenas trechos técnicos e nada reveladores do que é uma lâmpada, também pouco sobre o conceito de halógena. Ilustrações de gama incorreta sobre intensidade de luz, somadas a teórica embaralhada serão somatizadas aos textos descobertos que dizem respeito aos mantras, a yoga e a maconha. A intersecção dara origem ao Deus Halógeno, Portador da Lâmpada Ôm. Grupos de crânios irão virar dia e noite a tentar chegar no primórdio da fabricação das luminárias corretas. O ato de chupar a lâmpada acesa assolará muitas nações proeminentes e será decretada a volta da psicodelia, movimento que terá como simbolo a figura coletada por Kevin Neiter, um poster carcomido com a foto do Gugu Liberatto.

Buscou a visão: Astro Miau

Os escritores da descrição perfeita (Parte II)





Tema: Duelo de espadas


Problema: Matemática confusa


O rei desembainhou a longa espada e estendeu-a a frente do corpo, juntando ambas as mãos sobre o cabo cravejado de esmeraldas. Bufou para afastar as gotas da forte chuva que lhe lavava a face. De fronte a ele, o cavaleiro negro, de um corpanzil comparável ao búfalo Mata-Galo, capacete e dorso, trinchados com pinos de latão pontiagudos e o restante do corpo trançado por filetes fluorescentes de um misterioso tecido. Estavam certos os monges, pensou o rei, o cavaleiro negro buscou ajuda mágica do feiticeiro “Noves Fora”, resultando nesta vestimenta de aspecto mortífero. Da viseira onde se ocultavam os olhos do cavaleiro negro, saltava um profundo amarelo, semelhante a cera produzida pelas abelhas-azaléia, tão opaco quanto, sinalizando impiedade e julgamento iminente. Um trovão de quarenta segundos eclodiu,  tal tempo que aludiu ao eterno para um trovão, como se São José e São Boanerges estivessem arrastando a pesada mobília de São Pedro no firmamento.

Avançou primeiro a espada do rei, descendo em curva, destinada a decepar o ombro adversário e a outra espada, marcada em ambos os lados com números aleatórios defendeu perfeitamente a primeira investida. Quando o aço do império tocou o aço das trevas, os números na espada do cavaleiro negro brilharam como se tomados pelo fogo de uma forja e, um por um, voltaram à cor fria do metal, exceto pelo símbolo do numero nove, que permaneceu em brasa, evaporando incessante a chuva de sua constituição. O rei voltou os braços para trazer de volta sua arma junto ao peito e assim investiu uma vez mais com a lamina em noventa graus, veloz, para o topo da besta. A espada travou em quarenta e cinco graus de seu destino.

Nove braços com nove espadas a bloquearam ,num intrincado fractal de imobilização. O cavaleiro negro ofegava em grande vapor, extenuado pelo uso dos recém-nascidos quatro braços de cada lado do corpo e mais um musculoso braço em seu peito. Assustado, o rei recuou, fraquejando os joelhos, apoiando-se débil na espada, agora fincada no chão lodoso. As gotas tombavam com sonoro ruído na vestimenta cascuda de ambos, servindo como medida de tempo para a segunda partida de espadas. Os quarenta e cinco dedos do cavaleiro negro giravam o punho das espadas com a habilidade nata de prestidigitadores.

O rei inspirou, buscou no coração selvagem que tinha a mais brava de todas as coragens, adicionou seu conhecimento vasto na esgrima e flanqueou com um salto os cotovelos do lado direito de seu Nêmesis. Partiu os bicos dos ossos pontiagudos e então rolou o máximo que pode, assim evitando o contragolpe imediato que o cavaleiro negro, em dor suprema, desferiu. Com os quatro braços do lado direito inutilizados, sangrando em profusão, o cavaleiro negro emparelhou os cinco membros restantes e com um trote de animal ferido abriu os sulcos na lama para o terceiro encontro de lâminas.

Com a guarda da espada, o rei travou o braço que pendia do peito do inimigo e com um chute afastou o ombro direito aliviando o risco de corte por segundos que foram suficientes para decepar totalmente os quatro braços restantes. E assim perfez-se um tumular silêncio, emparelhado ao término da tempestade. Iniciou-se então a quarta colisão, o cavaleiro negro agora débil, girando o seu único braço, não mais exibindo técnica e não mais com olhar impiedoso. O rei impôs sua glória final, arrebanhando os dedos do inimigo, o punho, o antebraço, o braço, caíram como lenha no dia de maior labuta. A ponteira trespassou o coração do gigante, as esmeraldas do cabo reluziram.

Uivou o cavaleiro negro, uivou o rei, uivos díspares. Longínquo ecoava o cavalgar de uma tropa improvisada, vinda do reino para salvar seu rei. Tarde demais, no entanto, os danos não seriam somados e, com as glórias de um verdadeiro herói, construiriam uma lenda. A lenda do rei selvagem contra o cavaleiro negro de nove braços, quarenta e cinco dedos e nenhum amplexo!

Os escritores da descrição perfeita (Parte I)





Tema: Guerra de areia na praia


Problema: "Perder o fio da meada"


"O ruivinho afundou os joelhos na areia ensopada e, tão logo seu pai sentou na cadeira para ler um jornal, passou a cavoucar porções generosas de areia, armazenando as bolas disformes na pequena bacia amarela ao seu lado. Apenas quarenta passos para frente, na mesma linha, este ruivinho era observado com acerácea pelos olhos do gordinho de sunga verde, que tapava o sol em seu rosto com a mão fofa estendida por sobre a sobrancelha. Os dois sorriram de modo a baixar bem o queixo, num indicativo de iminente azucrinação.

Antes do ligeiro ruivinho contar sua vantagem de bolotas disformes, já estava o gordinho de sunga verde arrastando uma prancha de isopor com perfeitas bolas aveludadas, empilhadas com grande apuro. O ruivinho esboçou surpresa ao ver tantas perfeitas bolas e como um raio inesperado passou a tacar sua munição em direção ao alvo principal, girando os braços cumpridos, tal qual uma hélice louca de ventilador. Mas este giro não produziu efeito satisfatório em relação a pontaria, pois a areia caia muito mais longe que o necessário.

No lado oposto, agachou estrategicamente o gordinho, e com boa pontaria jogou suas primeiras três bolotas. As três acertaram a cabeça de fogo do inimigo. O ruivinho deu apenas um passo para trás e pronto, inesperadamente ficou a salvo das certeiras granadas de areia, pelo enorme guarda-sol azul que seu pai havia posto naquele ponto. O garoto aproveitou o alivio para mirar com precisão, segurando a mais pesada e molhada bola de sua coleção. E com toda pose de triunfo que conseguiu impor, atirou para pegar em cheio o nariz do outro. Mas o gordinho de sunga verde guardava mais habilidade que se poderia supor, desviando como um gato do grande tolete voador, que acabou por cair em grande angulo na bunda volumosa de sua mamãe, que descansava de bruços aproveitando o sol forte do meio dia. Abruptamente ela pôs-se de pé, esbravejando com o filho e estapeando as nádegas.

Mal pode se defender o gordinho de sunga verde, pois cortava o ar a alta gargalhada do ruivinho, observado pelo pai, agora atento à mulher que estapeava as nádegas ao longe. Quando ambos os adultos perceberam o que se passava ao redor, dois surfistas passaram a arremessar cocos verdes recém tomados em direções opostas, até acertarem a cabeça de um policial que acabara de estacionar sua bicicleta. Três famílias começaram a vaiar o policial e chutar areia da parte mais seca da praia em todas as direções, inclusive por cima do frango assado que ainda seria degustado. Um batalhão do exército juntou-se ao policial ainda zonzo da cocada e prontamente começou a avançar em direção ao mar, de modo a acuar os praieiros.

Surfistas acabaram por deixar suas ondas com intenção de defender os colegas que também estavam acuados. Havia muito coco verde espalhado na areia e que serviu como bala de canhão. Neste ponto, a selvageria instaurou-se de tal maneira, que jornalistas de várias emissoras sobrevoavam de helicóptero aquele trecho outrora pacato do litoral. Somente voltou a ordem das coisas quando o ruivinho e o gordinho de sunga verde transformaram-se em estrelas cadentes, e após flutuarem até muito alto, caíram em direção ao horizonte do mar. Todos fizeram seus desejos em voz baixa, cada um com a esperança de dias melhores pela frente".

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O Mestre do Entrosamento

A difícil aplicação da dificulina

No balcão, um embróglio com carne causou grande embrulho entre os presentes. Já haviam posto nacos na boca e seus estrondos passaram a doer, produzindo um estômago alto e sincronizado, que foi perecivel do outro lado da rua. O açougue dizeu: "Diz você!" Doutor Champanha, ressabiado, pensou: "Há algo muito errado pela aí à fora!"

Talhado por Rauvera Molina - Mestre do Entrosamento


Arts Insolites HOJE e não AMANHÃ

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

NON DUCOR DUCO






Enquanto as pás dos extensos remos tocam a água salgada do mar Sílico, a turba braçal de turistas-escravos grita em uníssono o seu lema de vida. Compassados por um tambor tocado por Grande Morsa, rosnam em cadência:
TUM

"CRUZADA FERINA"

TUM

"TRAÇAMOS A TRILHA"

TUM

TUM

TUM


"SOMOS A FORÇA"

TUM

"EM BUSCA DE VIDA"

TUM

TUM

TUM

Grande Morsa solta o seu bastão no chão e entorna dois galões de água por cima da cabeça. O sol aquece a madeira naval e as costas de quarenta homens. A cantoria cessa com o intervalo do som. Coxa Dourada, a guia da galera trireme, estala seu chicote no ar enquanto bronzeia o corpo semi nu no teto da cabine de comando. Os gêmeos, Palafitas e Pauapique, urram ao retesar os músculos no desdobramento da lona das duas velas. Em cada fileira de remo, três homens empunham a tora de cinco centímetros de diâmetro e quatro metros de comprimento. A velocidade da galera é uma constante de oito nós, fato que incomoda o capitão Varonil Feudal, o cinqüentenário ouriço. Pensa ele, por cima de seu caderno de notas, que o aumento de meio metro nos remos será o suficiente para até doze nós singrando àquelas águas escuras.

- Em seu lado esquerdo observem a nona bomba atômica presa aos rochedos de Fernando de Noronha. Em 2026, esta foi a última tentativa de explosão do hemisfério sul. Apreciem a grande e colorida formação de corais que nela trabalharam sua morada ao longo de centenas de anos. Agora, remem!

Coxa Dourada estala o chicote na popa, o Grande Morsa retorna ao seu tambor. Na parte limítrofe da proa, entre o sagrado entalhe do deus Gogol e o primeiro remo, Jonas Jantar, Jesus João Maria e José Jocasta tratam de entrar em um acordo em seus movimentos braçais.

- Jesus, não deixe escapar a ponta do remo. Quer nos matar?

- Os grilhões em meus pés. Olhem!

Jonas abaixa sua cabeça, colada ao ombro de José, e observa a mancha preta e pútrida na canela de Jesus. Trata de cuspir no grilhão e retorna a sua posição.

- Talvez sua viagem termine em breve, Jesus. Não vou mentir minhas impressões.

- Não consigo ver meus próprios pés, mas sinto-os formigando e queimando. Estão feios?

José respira profundo entre os dois companheiros e acelera o centro do remo, levando os amigos a o acompanharem.

- Você, Jonas e você Jesus, devem seguir o tambor. Esqueçam os seus corpos. Logo estaremos podres e prontos para o grande oceano.

Jonas morde o lábio inferior. Observa, com olhos irritados pela espuma do mar, Coxa Dourada sentar firme sobre uma grande bola de aço presa na metade da galera.

- Estou assustado. Assustado com nosso destino.

...

Cinco meses voam em uma lenta brisa, cozinhando os homens. No dia de hoje, suas carnes recebem uma severa chuva de granizo. As velas são dobradas, o tambor é castigado. Capitão Varonil Feudal e Coxa Dourada dispõem sobre o tablado de veludo da cabine de comando, cartas do tarô de Marselha, despreocupados com seus comandados.

- Estamos todos a sangrar.

- O castigo destes cristais de água.

- Paciência.

- No horizonte o dia floresce.

- Concentrem.

De popa à proa, os escravos-turistas opinam sobre suas dores. O granizo corta suas peles enfraquecidas e bronzeadas; os filetes de sangue esvaem até a madeira intumescida por suor, sal e água.

- Por que reclamam?

- O que lhe incomoda reclamarem, José?

- São tão geladas as pedras destes pequenos granizos. Deveríamos abençoar o frescor oportuno.

- Somente sinto dor e mais dor, seu desgraçado egoísta.

- Não se desgastem em tão infrutífera rusga. Eu sinto dor e frescor. Ao primeiro, estamos acostumados, ao segundo, devemos estar agradecidos. É como tem que ser.

- Agradecidos, sim, Jonas. Mas jamais satisfeitos.

- Perdão, José. Estou à beira da loucura. Já não sinto a presença de meus pés. 

Jesus João Maria chora abertamente, com uma rouca respiração entrecortada por soluços. Abre os olhos vermelhos para o alto e fixa-os na nuvem mais densa e negra. Despenca um granizo pontiagudo que lhe vaza o olho esquerdo. Os companheiros prendem o fôlego e soltam o remo, observando sem palavras o silêncio do caolho.

- Não sente a dor, Jesus?

- Metade do mundo acabou de fechar sua cortina. Pra quê sentir dor?

O chicote de Coxa Dourada corta o ar com um som diferente, úmido. A ferina ponta de metal decepa metade da orelha de José. Jonas encara a carrancuda mulher de feições masculinas, aprisionada em um corpo torneado, feminino; até baixar os olhos e ver a cartilagem da orelha escorregar por sua barriga. José grita de dor ao mesmo tempo em que leva as mãos ao remo e dá inicio aos movimentos circulares. Jonas fala baixo, mas suficiente para sobrepor o pipocar da chuva:

- Não há nada que você possa fazer José. Suporte e pense no futuro.

Os três entram novamente na tarefa rotineira. A chuva engorda as gotas e interrompe o gelo. Um raio abre um arco de luz no mar e ilumina o casco escuro da galera trireme.

- Nunca mais larguem o remo, bestas de Júpiter. – Brada com a língua de fora, Coxa Dourada.

Surge uma ventania do sul que até então não se fazia presente. A embarcação range e deriva de um lado ao outro como um pendulo lento. Nos esforços desesperados da tripulação os remos são como penas frágeis, perdidas nas ondas. Coxa Dourada se desequilibra e torce os pés num pisar torpe, esbarrando nos cansados escravos. Com pânico na alma, clama por socorro em direção ao obeso Grande Morsa.

Este, limita-se a sorrir seus poucos dentes em desprezo para a bruta mulher. Uma lufada maior de vento, carregado de assombro pela trovoada, derruba um bloco de gelo grande o suficiente para esmagar o dorso de Coxa Dourada no chão. Sua cabeça escorrega até os pés do entalhe do deus Gogol. Os escravos-turistas contemplam com satisfação a justiça da natureza, ao separar a beleza escultural do corpo, daquela cabeça mastodôntica, ossuda e mal concebida. Palafitas e Pauapique engatinham como caranguejos até as partes do corpo. Arrastam para o porão a massa disforme. As pernas, intactas, são acariciadas e recolhidas. Capitão Varonil retém a cabeça com a sola porosa de sua botina. Os irmãos viram o rosto e encaram temerários o gigante negro.

- Sopa.

- Será sopa então, capitão.

Na bonança que segue, após a atribulada tempestade, surgem dezenas de gaivotas carregando pequenos filhotes de rato em suas asas. Lourival Maestro suspira ao reconhecer a ilha que seus pais tanto haviam falado a respeito.

- Rio de Janeiro. Eis adiante, patetas.

Jonas rosna mal humorado. Evita olhar o pequeno pedaço de terra que brota quase sufocado pelas águas. A cabeça de pedra de um ídolo partido, presa por um emaranhado de corais e algas.

- Onde estamos indo, afinal?

- Nos alistamos para um período incerto de escravidão.

- Que a alta cúpula de Maputo inda nomeia como turismo-escravo. Turismo! Creia numa dessa.

- Cremos.

Jonas olha para trás e diz a Lourival:

- Sim, somos todos patetas.

O capitão Varonil Feudal atravessa o corredor e sobe um degrau na ponta da proa, ao lado do deus Gogol. 

- Nosso destino se aproxima. Encontraremos abrigo e suprimento nestas terras desoladas. Expandiremos nosso povo que nos aguarda nas longínquas terras. Assim indicam os sábios do grande livro. Duas horas de pernas esticadas, fiquem de pé.

Grande Morsa, em todos os descansos oferecidos pelo capitão, toma o lugar antes incumbido a Coxa Dourada. Distribui água potável, colhida nas chuvas e pedaços de peixe, secos em sal grosso. Famélicos, os homens devoram as partes no mais precioso e único manjar.

Após dois meses de avanço, esta é a mais estrelada das noites. Jonas não consegue dormir, apesar da fadiga que faz tremer todo seu corpo. Lourival Maestro, posicionado na mesma linha de que Jonas, exatamente atrás, na parte que empareda o mar Silico, assovia uma melodia fúnebre.

- Se, como eu, não consegue dormir, pare com a tristeza de seus lábios. Poupe-me.

Lourival encosta os lábios próximos a nuca de Jonas.

- Tenho observado a dinâmica de todos. Durante todos estes meses. Segui com o olhar, cada passo, ouvi cada murmúrio. Decifrei todos os códigos.

- Do quê está falando?

- Partimos fazem onze meses de nossa terra abençoada, superlotada, esturricada. Desde então fizemos o percurso que muitos amigos e familiares percorreram a cada quatro anos. Visto como grande sucesso, pois apenas o capitão retornava com suas noticias prodigiosas do grande paraíso chamado Brasil e sempre com uma nova embarcação. Nunca retornou com esta galera que tocamos à frente. Sabe por quê?

Jonas relaxa a cabeça para trás, envolto na conversa do outro.

- Diga lá, vamos.

- Bom, meu caro, somos sacrifícios. Do modo mais irônico possível. Nossos lideres em terra natal são temerários em relação a nações distantes, sobreviventes da Terceira Grande Guerra.

- Mas o tempo deteriorou a tudo. Não existem mais diferentes nações. Somos como nômades. Dependemos apenas do nosso próprio esforço.

- Então, Jonas, explique um navio escravocrata rumando ao desconhecido.

- É a única forma de nos pôr em marcha. Concordamos em sermos subjugados em prol de maior eficiência numa árdua jornada. Haveria conflitos caso fôssemos meros passageiros.

- Está certo. Mas não é isso que desvendei. Como disse, somos sacrifícios para este farsante deus Gogol que impregna a face destroçada de nosso planeta com seu nome em tudo que coletamos. Rumamos para uma troca. Pense comigo. O capitão retorna numa embarcação moderna, diz que foi recuperada por nossos amigos que já estão lá há anos prosperando em ferramentas e tecnologia. Traz frutos exóticos, espelhos e bijuterias. Nós nos conformamos com isto e aproveitamos os presentes. Mas a verdade está mais além.

José Jocasta desperta abraçado ao remo. Vira o corpo com truculência em direção a Lourival.

- Enfiarei minhas unhas afiadas em seu estômago e arrancarei suas tripas se não calar sua boca podre de falácias.

- Pode o fazer, quando acabar minha versão.

Germano Gentil abre os olhos na penumbra e ferinamente contorna o pescoço de José com a corrente de sua algema.

- Mate minha ajuda neste remo pesado e comerei sua alma, que encontrarei ao fuçar todo o seu corpo por dentro, verme asqueroso.

Lourival Maestro estrala os dedos e prossegue.

- O capitão irá acionar algum tipo de mecanismo escondido no porão desta ultrapassada galera e sua cabine irá se transformar em um ataúde à prova de água. Isso o protegerá dos homens que virão nos recolher. Estes homens são soldados que perpetuam antigas gerações guerreiras e eles vivem num país belicista, repleto de tecnologias mortais, a mesma que deu cabo de nosso mundo. Eles precisam de uma coisa que somente nossa população braçal pode fornecer: mão de obra pesada, para os mais variados e humilhantes serviços. Em troca, não apenas mandam alguns penduricalhos que não temos como principalmente, dão sua palavra de que enquanto houver escravos, não lançarão uma bomba que nos varrerá para sempre da existência.

- Absurda a sua imaginação.

- Você acha mesmo, Jonas? Pois repare nas estrelas sobre nossas cabeças. São a prova da alta tecnologia que este povo domina. Todas elas são sondas espaciais prontas para dizimarem invasores. É por isto que existe esta bola de ferro presa no meio do convés. É uma espécie de sinalizador.

- Eu me diverti com sua conversa. Saberemos a verdade quando chegarmos.

- Saberemos agora. Já ouviu como Pauapique se comunica com o irmão?

Germano assovia entre as palmas da mão fechadas em concha. Tão logo o rangido do alçapão da proa é ouvido, nas sombras se arrastam Pauapique e Palafitas.

- Acorde, Generoso Carmim. Ande, desperte.

O franzino rapaz abre os olhos e olha em volta, atordoado com o repentino chamado.

- É hora de provar aquele ponto do qual debatemos por tanto tempo.

- Ah, enfim.

Ele ergue os dois pés até o limite dos grilhões e bruscamente estica as pernas por baixo da banqueta, pousando a sola no tornozelo pútrido de Jesus, logo à sua frente. O osso e a carne se esfiapam no chão. O pé tomba de lado, solto de uma vez por todas de seu dono. 

- Puxe este pedaço. Esconda-o!

Jonas joga metade de seu corpo com fúria na direção de Generoso Carmim, mas é impelido pelas fortes mãos de Germano.

- Filho da puta. Cão raivoso.

José Jocasta, no primeiro agudo de seu grito, tem o pescoço quebrado pela corrente de Germano. Jonas absorve em silêncio a situação na qual está envolvido. Jesus José Maria está acordado, em um transe de miúdos gemidos.

- Boa noite, gêmeos.

- Carne.

- Carne.

Generoso Carmim empurra para o lado de Jonas os corpos de Jesus e José. Germano segura o toco do pé entre as mãos.

- Querem a carne?

- Carne.

- Carne.

- Tragam a bola de ferro até nós e daremos a carne toda. Dois corpos inteiros. Meses de boa comida.

Demora metade da madrugada para os estranhos irmãos rolarem a pesada bola até a presença dos negociadores. Os corpos são entregues, suas correntes quebradas com os dentes de chumbo dos canibais, por fim, rapidamente puxados para o subsolo da galera.

- E agora, Lourival? O que acontece?

- Não sei. Realmente, não...

Um laser risca o céu, vindo da mais brilhante estrela, dizimando o corpo de Lourival e consumindo Germano e Generoso em sua chama mortal. Os demais turistas-escravos acordam com o brilho intenso percorrendo a embarcação, matando e tocando fogo na madeira. Grande Morsa, talhado na barriga pelo facho incandescente, olha com horror para a bola de ferro deslocada de seu lugar original. Toda a estrutura parte em grandes pedaços, esfarelando-se no mar. Jonas cai sobre um tablado de jarras, flutuando na serenidade das águas, contrastando com o incêndio. Capitão Varonil Feudal observa tudo de sua cabine. Impassível, ele gira uma roldana que desloca o cubículo direto ao mar. Um perfeito ataúde, lacrado e a prova de água. 

...
A noite finda e uma manhã ensolarada ganha cores. Jonas desperta na orla de uma praia tropical. A sua frente, um sem fim de bananeiras, carregadas de cachos. Levanta-se, ainda zonzo por conta da maré. Todos os corpos, até mesmo os restos queimados, estão enfileirados ao seu lado. Homens e mulheres com vestes coloridas e pulseiras fluorescentes, observam com curiosidade o náufrago sobrevivente.

- Abaité!

- Abaçaí?


Jonas Jantar cambaleia, os lábios secos ensaiam uma saudação em Tupi. Mas as palavras se perdem diante dos troncos das bananeiras que caem aos montes no fundo. As pupilas dilatam diante dos tanques que vêm surgindo. O funil da bala gira em sua direção. Um nativo lhe oferece um singelo espelho partido. Um sorriso, retribui Jonas, pouco antes de morrer.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Liliputiano Extraterrestre

Quando conheci Bentobi, não me assustei. As feições de Bentobi eram de um homem pacato, pensativo, muito cuidadoso com as poucas palavras que pronunciava. Bentobi era como qualquer humano.

Fisicamente similar, mas com apenas 15 centimetros de estatura. Bentobi veio de uma das luas de Saturno. Uma lua repleta de água para uma nação de pescadores.
...

Bentobi pescava em meu aquário. Utilizando um arp
ãozinho, fincava os bobalhões peixes Plati com muita facilidade. Usava uma rede feita com fio dental para pegar os Paulistinhas, que eram muito rápidos e ficavam na superficie. Gostava também de mergulhar para uma caçada submarina. Voltava com dois ou três peixes enfileirados no bastão. Sorrindo ofegante, os olhos brilhando pela emoção do mergulho. Certo dia, pegou mais de vinte Guarús e os organizou por proximidade de cor à beira do aquário.

Criei um pequeno dormitório selvagem na escrivaninha, para que Bentobi pudesse morar. Dentro de um cinzeiro ele acendia, todas as noites, uma reluzente fogueira. O cheiro de peixe assado tomava conta do escritório.

Certo dia, após muitas tentativas, Bentobi trouxe de dentro da pedra oca uma Molinésia Negra, puxada pela linda cauda de lira. Quando a assou, ofereceu-me a cabeça. Não pude recusar, era um sinal de orgulho pelo triunfo.
...

Bentobi foi morto por um peixe Zebra Laranja. Não conseguiu escapar de um feroz ataque, piorado pelo tropeço no bau do tesouro, que eu mesmo havia posto um dia antes por sobre as pedras coloridas do morrinho central. O Zebra Laranja ficou indiferente ao pequeno cadáver flutuando irregular pelo aquário. Retirei-o com um coador de café. Joguei-o no sextinho de lixo.

...

No dia seguinte, fui demitido.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O ourives da música Parnasiana



Músico sem parnaso:


"Um famoso de raça;
Um cavalinho para uma garota em um recife tão distante;
São as ondas conclamantes:
para amantes de um vertigo que é só valer."

X


Com parnaso:

"Um notável de estirpe;
Um corcel para uma garota em um parcel distante;
São as vagas, vociferadas:
para namorados de uma vertigem que se faz valer."





Pela volta do parnasianismo, devidamente revisado para nosso tempo.
Arts Insolites HOJE e não AMANHÃ

Bravo


Sigo pela estrada digital neste trem feito de conexões. Leio folhetos de cultura inútil.

Chego ao meu destino, abro uma porta que não é porta, que não está lá. Sou atendido e atentado pelo Mc Terrorista. Compro espaço na mídia e lá passo a viver.


Com um sinal fraco envio votos de compaixão a todas as pessoas desconectadas; mas elas não retornam a mensagem.


Estou cercado por baterias descartadas da matriz, entre projetos espaciais e patrocínios da hipocrisia.


Munido de livre arbítrio, não posso aprofundar a percepção do homem doxa, habitante e freqüentador do meio eletrônico primário.


Estou apto, graças à permissão da pirâmide planetária, a veicular em todo globo, qualquer globo, a inconsciência programada, bombardeada de mentiras.


Sublinho a subliminar proposta, aprovada pelo protagonista da festa do refestelar.


Aguardo uma conexão mais rápida, pois já se esvai a fumaça branca, do tiro que saiu pela culatra.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Subsolo das subversivas pequenas idéias políticas:





|||Departamento que une todos os partidos existentes no Brasil.|||

Divulgação:>>>>> Primeira vez que se fala a respeito<<<<<.

Funcionários: Subversivo(a)s

Principais desenvolvimentos:

- Em época de eleição, ao redor de faculdades, universidades, hospitais e grandes conglomerados, as lixeiras devem ser removidas. Panfleteiros devem distribuir massivamente santinhos políticos diversos. Sem as lixeiras, a consciência ecológica, principalmente nos universitários, fará com que cada folheto dure mais tempo nas mãos dos transeuntes.

- Em dia de eleição, quanto mais santinhos forem derrubados no chão, segundo cálculos complexos de probabilidade, um dia será possível formar o rosto em larga escala de cada candidato a vereador. Milhares de santinhos "derramados" na mesma calçada, devem formar um mosaico maior da foto que cada um deles contém, causando efeito positivo na legenda do partido. Também trás como beneficio a relação de que "Quanto mais folhetos no chão, menos poluição, pois o colorido dará impressão de festa, marketing, evento, celebração”.


- Avanços para a próxima eleição presidencial: As fotos dos candidatos serão menos engessadas. Ao invés de uma ou duas poses para compor diversas colagens, cada elegível fará um book em diversas posições: "Lingua pra fora tipo Einstein, sinal de Heavy Metal, palma da mão para cima como Jesus, Cabelo despenteado, jaleco de médico, abraçado com uma árvore, etc, etc

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Balé Bagulho


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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Foto em 2 tempos:



01 > a galera de biquinho gritando CHU

02 > a galera de boca aberta gritando PEM

***

Pra enquadrar na parede do quarto!

Composições ♪ ♫ Embalos ♫ Letras

ELETRÓpera-TECHNÓpera  - "Belém Medelim"

Vocal Masculino:

furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum

Vocal feminino:

Belém Medelim
Belém Medelim
Belém Medelim
Belém Medelim
Belém Medelim
Belém Medelim
Belém Medelim
Belém Medelim
Belém Medelim
Belém Medelim
Belém Medelim

Vem ver, é para ti
Vem ver, é para ti
Vem ver, é para ti

Vocal Masculino:

furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum

Ramo ré
Foste
Ramo ré
Foste
Ramo ré
Foste

Vocal feminino:

Belém Medelim
Belém Medelim
Belém Medelim
Belém Medelim
Belém Medelim
Belém Medelim

Vem ver, é para ti
Vem ver, é para ti
Vem ver, é para ti

Vocal Masculino:

Playa
Playa
Playa
Playa
Playa
Playa

furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum
furunfumfum

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EQUIPE FAUNA - A ALPACA (Funk de Fronteira)


É coro bom
Com muita sensualidade
Mas estou em extinção por conta dessa maldade

Virei Fibra
Virei Blusa
Virei Artigo de Luxo

Virei mala de garupa
A caminho de Cusco

É no passinho
É no passinho } 3X
É no passinho da Alpaca

Ataca ataca a Alpaca
Ataca ataca a Alpaca
Ataca ataca a Alpaca

É coro bom
Com muita sensualidade
Mas estou em extinção por conta dessa maldade

Ataca ataca a Alpaca
Ataca ataca a Alpaca
Ataca ataca a Alpaca

Virei mala de garupa
A caminho de Cusco
Socorro, embaixador
Achei isso um abuso.

É no passinho
É no passinho } 3X
É no passinho da Alpaca


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RAP Restrito - O vilão da moral

Jóia é meu amor, teu amor, meu louvor.

Estupor na sua cara. Bate o dia na labuta...

...FILHA DA PUTA...


Segue são nessa disputa, dia a dia mais além.

Manda bala, manda pau, sai andando...

...É DI NINGUÉM, É DI NINGUÉM...


O vale do prazer é o final do caminho

Te encontro confortável no ninho,
É carinho a propensão?
Quer pensão pro seu filho?
A ti todo dinheiro, foge pra fronteira...

...LIGEIRO, LIGEIRO...


Segue são nessa disputa, dia a dia mais além.

Manda bala, manda pau, sai andando...

...É DI NINGUÉM, É DI NINGUÉM...


Jóia é meu amor, teu amor, meu louvor.

Estupor na sua cara. Bate o dia na labuta...

...FILHA DA PUTA...


Cruzou o meu caminho o tolo enganado

Seguiu o papo reto, o demônio enrascado
Resolva a situação e se livra do rato.
Jóia é meu amor, teu amor, meu louvor.

FILHA DA PUTA MASCARADO.


Na moral...Tá errado...



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Frexé - SENTA A PERNADA (Frevo com Axé)

Quié qui tá?

Qui qui tá pegando?

Ao léu, ao léu, ao léu


Abandonou a cega andando


Quié qui tá?


Qui qui tá pegando?


Parô babou, parô babou


Acaba se amarrando.


Pega a corda na rua de pedra


Senta a perna, senta a perna


De dois pra cá e vinte pra lá.


Vá logo embora


Leva a cega pra nanar.


Ao léu, ao léu, ao léu


Abandonou a cega andando


Quié qui tá?


Qui qui tá pegando?

--
Parô babou, parô babou
--
Acaba se amarrando.

Quié qui tá?


Qui qui tá pegando?


Quié qui tá?


Qui qui tá pegando?

--
Parô babou, parô babou
--
Senta a perna, senta a perna

De dois pra cá e vinte pra lá.


Vá logo embora


Leva a cega pra nanar.


Ao léu, ao léu, ao léu, ao léu, ao léu, ao léu, ao léu, ao léu, ao léu

.
.
.
Alôu?
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Pagodismo - CARTEIRO APAIXONADO


"Ela entrou em minha cabeça e disse - quero fazer amor -


Escreveu dez mil cartas para um bobo apaixonado

Agora penso nela com carinho e excitado


---

---refrão---

Correio é aqui em cima


Lá embaixo é o motel


Quero ver a sua carta


Vou fazer o meu papel


---refrão---


Correio é aqui em cima


Lá embaixo é o motel


Quero ver a sua carta


Vou fazer o meu papel


---refrão---


Correio é aqui em cima


Lá embaixo é o motel


Quero ver a sua carta


Vou fazer o meu papel


---


Ela entrou em minha cabeça e disse - quero fazer amor -


Escreveu dez mil cartas para um bobo apaixonado


Agora penso nela com carinho e excitado"
  
 
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Metral - DIMETIL

Senhor destruição

Senhor destruição } Coro
Senhor destruição

Narrativa degradada

Minha vida adulterada
Com o toque refinado
O peso em ouro é dobrado

Senhor destruição

Senhor destruição } Coro
Senhor destruição

Meu punho

O martelo da moral
Esmaga e marca
Maldito contraproducente / Soprano da vida no umbral

Dimetilaminofenildimetilpirazo
lona

Senhor destruição

Senhor destruição } Coro
Senhor destruição

Dimetilaminofenildimetilpirazo
lona

O peso em ouro é dobrado

O martelo da moral
Maldito contraproducente / Soprano da vida no umbral.

*************************************************

(c) Sérgio Ferrari

Todas as letras estão a venda. Tratar aqui.

 


Enquanto isso, na sala de justiça...

し(*・∀・)/\(・∀・*) ///

Super gêmeos, ATIVAR!

\ (*・∀・)/ - Forma de uma perua rica!

\(・∀・*)/ - Forma de um bombom Ferrero-Rocher

"E pela união de seus poderes, eu sou capit... ops.."


#perua rica comendo ferrero-rocher#


(༎ຶ ۝ ༎ຶ ) *chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp*chom *chomp *chomp